Palavras são perdidas, promessas são esquecidas, papéis e cartas apodrecem, mas o verdadeiro amor é o que permanece...
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Hoje ...
No cômputo geral das coisas todas, não tive tudo que queria, mas tive bem mais do que merecia. Fui acarinhada, recebi sorrisos, alguns mimos, palavras, músicas. E devo agradecer a oportunidade de ter recebido. Como, muita vezes diz minha mãe... a ciranda da vida é feita de altos e baixos, e as coisas mais simplórias... apenas um olhar, por exemplo, são as que acrescentam mais serenidade.
Li num blog dia desses, uma tal teoria de que não devemos nos preocupar tanto pois, apenas vinte por cento dos nossos atos são responsáveis por oitenta por cento das consequências advindas desse. Não sei bem se entendi corretamente, ou se fiz questão de entender a parte me me convinha, mas gostei disso. Trouxe leveza, calmaria, e até uma certa esperança por pensar que nada é tão definitivo quanto parece. Ainda temos o amanhã... ele é uma promessa. O próximo minuto é uma promessa, além de ser resultado do que plantamos com nosso máximo esforço, ou mínimo, ou plantamos sem querer... isso não importa muito. O certo é que ele virá. Para todos. Para mim, se Deus quiser, e Ele há de querer, e quem sabe Ele queira mais... e me ajude a ver que quando eu solto as cordas das resistências, das teimosias, das inseguranças, das 'raivas', dos orgulhos e resolvo ser leve como os lírios do campo, então o milagre se faz, e viver já não parece tão pesado assim... e nessas horas eu me lembro dela. E isso me faz bem.
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domingo, 27 de março de 2011
Acho que é assim, né?!
... e se não tem vento a gente sopra,
e se arrebentar o fio a gente faz um nó,
e se rasgar a seda a gente cola,
e se chover a gente entra na casinha e imagina.*
Dos encontros...
Acontecem mesmo coisas curiosas na vida da gente, não é?!
Se eu fosse listar aqui os motivos pelo qual disse a primeira frase me perderia em infinitas linhas. No entanto, hoje, escolhi um motivo em especial... os 'encontros'. Ontem mesmo eu postei aqui que 'os dias que Deus me dá são lindos embrulhos de descoberta e mágicos pacotes de sorrisos', pois bem é verdade. Mesmo quando eu teimo e fico em dúvida, Ele me dá um presentinho desses. Acho que é Ele quem dá... deve ser... espero que seja.
Foi um tempinho pequenininho, mas foi intenso, ao menos pra mim... pensamentos tão parecidos, risos fáceis, presença tão agradável, brincadeiras de velhos conhecidos, sentimentos expressados naturalmente e a vontade de que durasse um tempão, mas o tempinho foi curtinho e passou bem rápido, como ele mesmo disse - achei bom ter dito, talvez significasse alguma coisa, ou não, prefiro pensar que sim. Mas deixou um tanto de inquietação que eu não sei bem se é saudade, ou pura intriga por ser tão parecido(comigo), por ser tão diferente(dos outros), por ser tão embrulho de descoberta e mágico pacote de sorriso. Só sei que ficou em mim.
Não sei se vai ser tão presente e duradouro quanto eu gostaria que fosse, mas espero - espero de esperança e não só de esperar. Espero, cruzo os dedos e peço a Ele pra ser assim.
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Ficou em mim !!*
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" Não importa quanto vai durar - é infinito agora. "
(CaioF)
(...) isso me acalma !
O mesmo céu que acolhe as estrelas,
acolhe os sonhos e as bolas coloridas,
onde vão parar é que não dá pra saber...
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*pra lembrar que todo dia é dia de olhar pro céu !!
Vale encantado
Quando anoitece no Vale Encantado, fica só um fiozinho de luz vermelha lá no horizonte. E todas as crianças do mundo param para ver o pôr do sol! A linha vermelha, puxa uma carruagem transbordante de estrelas, onde está a Deusa dos Sonhos e seu pó mágico, que faz a gente sonhar coisas lindas...
Quando estou triste, penso em coisas lindas... balas, travessuras, carinho, beijo de mãe, árvore de Natal, uma carta que acaba de chegar, chocolate, céu azul pintado de nuvens brancas, risadas, colo de amigo, histórias da vovó, afago de pai... eu quero ser assim, quando eu for grande, se eu ficar triste, quero pensar em coisas lindas, mas pensar com muuuita força até que o céu fique cheio de desenhos em nuvens de algodão doce, fadinhas coloridas, bichinhos fofinhos, sorvete de coco, salgadinhos e amigos. Isso mesmo, vou pensar só em coisas bem lindas... brincar na chuva, mar verde, submarino amarelo, fruta molhada, banho de rio, guerra de travesseiro, castelo de areia, princesas, hérois, unicórnios♥... e tantas coisas mais.
Nossa... já está anoitecendo nesse Vale Encantado... hora de voltar pra casinha... vou indo... indo dormir em paz e pensar em coisas lindas até o amanhecer. =)
Gelos e gelos...
Li no status de uma amiga:
" Eu queria ser uma 'pedra' de gelo "
Será que ela se imaginou um gelo?! Congelar, esfriar a coca-cola, derreter... e fim! Não sei se seria bom, embora essa seja uma vontade constante... derreter, no sentido de desaparecer. Curioso que às vezes o gelo pode ser quente, lembro-me bem disso em alguma de minhas aulas de física, se você pega o gelo a 200 ºC e gelo a 1ºC, o gelo a 1ºC é mais quente que o outro (Ooooh!!). Ainda há o gelo dos rios... desses rios poluídos, não da água limpinha que sai da torneira e você ainda põe no filtro pra beber depois... Nops, nops... Falo daquela água suja... isso sim seria uma pedra de verdade, não um gelo. O gelo também pode ser seco... é só resfriá-lo a uma temperatura inferior a 78ºC e aquecer na pressão atmosférica sem passar pelo estado líquido, se o ar quente sopra sobre o gelo seco, forma-se uma nuvem branca e densa que permanece ao nível do chão. O mais engraçado é que sonhei que estávamos fazendo uma guerra de gelo (tosco), cantarolávamos musiquetas bobas e estávamos cheias de hematomas causados pelas pedrinhas, coincidência?! Talvez, sim, ou não... mas, bateu uma vontade de escrever e questioná-la sobre seu desejo. E eu poderia escrever muito mais, mas há aqueles tipos de gelo que eu não conheço... tantas vertentes para o mesmo gelo... tantas formas diferentes de se ser gelo... surpreendente!
O gelo é intrigante... refresca, deixa hematomas, faz cantar coisas bobas, faz pensar também... Se o desejo for o que se quer de verdade, eu espero que ela seja um desses tipos de gelo... mas, é como eu disse pra ela:
" Agora vá e trate de ser um gelo feliz, dona moça ".
Um 'ser feliz', por fazer o bem
Ontem eu fui dormir e acabei demorando mais tempo que o planejado pensando em como ia fazer, como escrever, ou por que fazer isso. Acabei percebendo que eu não tinha planejado nada. Nem poderia. Além disso, me dei conta que não sabia o que ia dizer. Foi quando num certo surto me veio uma frase que tem tido um significado diferente há um tempo e que talvez explique mais do que se eu escrevesse um livro de milhares de páginas.
" Fazer bem é recíproco! "
É! Uma menininha que parece saber alguma coisa da vida, vive dizendo isso, e às vezes chego a acreditar que ela vive isso de verdade. Mas, como? A resposta demorou um tanto. Mesmo assim, considerei algumas possibilidades. Besteiras, talvez. Mas, são as minhas possibilidades no momento. E eu as escolhi como verdades agora, sem me importar muito se amanhã elas irão ruir ou tornar-se mais sólidas.
Considerei que o fazer o bem que realmente importa, é o que não tem hora pra surtir seus efeitos. Sejam eles de naturezas distintas e tão absurdas quanto contraditórias. Ou sejam os de sempre, aqueles aos quais chamamos normais. Que são absorvidos e considerados ideais para construir o 'ser feliz de cada dia', mas isso é outra teoria, volto a falar depois. Entendo, então, que o fazer o bem ao qual quero me referir agora, é aquele fazer bem do dia a dia, de saudade, de ansiedade, de sorrir, de brincar, implicar, provocar, pirraçar, aproveitar. Ser frio por dentro - embrulhando tudo - ou ser quente e intenso por todos os lados. É o bem de aproveitar algumas poucas horas, ou de aproveitar os seus efeitos colaterais, por dias, e dias. Dias esses que não são mais como os outros. Não são! Nem de longe, dias comuns. Acho que pra quem me olha do outro lado da rua os dias são quietos, discretos, ou não.
Mas então, como seria ganhar de presente um kit de 'ser feliz'?
Um kit válido por quantos dias eu conseguisse levar. Se só dependesse de mim. Eu imaginei!
O 'ser feliz' a que me refiro, é outra teoria daquela menina... a que parecer saber das coisas! É sim, ela é mesmo uma menina que sonha ter um ' ser feliz ' sem fazer muito esforço. Mas, deixa ela pra lá agora! Porque de um jeito ou de outro, ela constrói o ser feliz dela desse jeito. E dá certo! Ela me explicou que o ' ser feliz ' é algo que cativamos todos os dias, e que não seremos felizes como seríamos hoje, se deixarmos passar o que nos proporcionará isso. As chances são únicas e os resultados imediatos. A felicidade como promessa para um futuro tranquilo, sem maiores movimentações, sem problemas a resolver, sem obstáculos a superar, sem nada a temer, isso é utopia. E das piores! - Segundo ela. - E eu acabo por concordar.
Penso em como seria minha vida, numa rede, ou numa cama, sem nada pra me preocupar, sem etapas a superar, sem objetivos maiores, sem deveres a cumprir, sem nada mais a realizar, muito menos a fazer por mim mesma e pelo outro, por quem amo. Senti uma angústia. Seria tão tranquilo, tão tranquilo que me sufocaria. Eu seria quieta, diferente de feliz. Porque feliz mesmo, se fica por cada realização, cada êxito, cada obstáculo que se ultrapassa com a verdade de vontade de ser feliz e fazer o bem! E fazer! Só por existir uma vontade, já sair em busca de algo. Ter um propósito.
Percebo, então, que só eu posso fazer o que precisa ser feito para hoje. Só eu posso garantir que quando eu for dormir, vou pensar: Hoje eu fui feliz! E melhor ainda, é deitar e pensar... Hoje eu fui feliz, fiz o bem, e amanhã será assim de novo! É assim que tenho me sentido nos últimos dias... indo deitar e pensando que quero continuar tendo e sendo bem, do meu jeito, ou do jeito do outro. Mas, um bem recíproco e uma felicidade repetida e simples. Muito simples, porque é assim que eu gosto! Tenho hoje a vontade de ser bem, e a certeza de que o sentimento é único, construído em pedra sólida, firme, que não voa, não cai, não há sopro que faça desabar.
Por isso desejo não perder meu sono com problemas, não perder meus dias tentando soluções mais fáceis, não perder o sorriso, o olhar, o falar, o tocar, o sentir. Não perder o estar e estar sempre por perto. Desejo amar, cantar, chorar, dançar. Com toda verdade. Repito: Com toda verdade!
Um poeta, não muito conhecido, lá da Bahia me disse: '(...)um dia dance do jeito que você quiser, porque as pessoas que dançam com verdade, são pessoas muito mais felizes(...)'.
E, desejo mais. Desejo ser a música, o tom, o toque, a cor! Que mesmo que eu feche os olhos, consiga sentir. Que mesmo que passe o tempo, consiga ver... e que eu não deixe o tempo passar sem que eu tenho aproveitado com verdade!
Enfim... agora preciso terminar de acordar... e fazer alguns planos pro meu dia... porque eu só tenho 24 horas e um ' ser feliz ' pra conquistar! ;)
E foi assim... mais uma noite de esquecimentos e outro longo filme sobre esperas. Na trama, esperar valia à pena. Mas aqui, onde temos que sobreviver por nós mesmos e não tem nenhum diretor indicando o caminho correto, o melhor ângulo, ou melhor posição para o enquadramento perfeito, esperar tanto talvez não valha pena alguma, nem mesmo a alma gigante do poeta.
Ando carente de magia em tempos de constantes solavancos como esses, já falei demais sobre isso. É como se ela tivesse se findado, ou me dado uma trégua. Na falta do som das palavras, me restam as linhas que aqui traço muito mal. Letras de quem espera, não por querência, mas por condição. E isso... tenho que admitir. É uma droga! Porque há um preço a pagar. Mesmo que eu não tenha pedido a conta, há um preço a pagar. E o preço, ah! o preço. É sempre caro demais, não vale à pena. Independente do tamanho da alma do poeta, não vale à pena. É o que todos descobrem por entre linhas tortas.
Respirei bem fundo, era o que me restava, depois de ler em letras claras:
“eles não eram um casal, tava mais pra um ciclo vicioso”
Descoberta...
" (...) Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em aprender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais. Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de 'fatos da vida'. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher. (...) Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo com a mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já, então eu me transformara numa mocinha pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez. Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. (...) Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino. Pois, juro que a vida é bonita. "
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Carta Anônima
Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força, enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes, que até parecem de vidro, vidro tão fino que quando penso mais forte, parece que vai fazer assim: 'clack!' e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo, nem estivesse tão cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam 'clack' de madrugada e eu me veria catando cacos de vidros entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asas rasgadas. Noutro, um barco confundindo com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar pra sentar, o que é mais frequente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição só deixam ver a metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas, aqueles que poderiam ser os seus (a teus pés, lembra?). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam?
Boas e bobas são as coisas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar a esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha, como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã, ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento, e do outro lado do fio você me diz: 'estou pensando tanto em você'. Digo: 'eu também', mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos, melosos, piegas, bregas, românticos, pueris, banais. Mas, no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez, ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso, então, tule, nuvem, castelo, seda, perfume, brisa, turquesa, vime. E deito a cabeça no seu colo, ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então, feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solta um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio, ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar, só choro às vezes e é tão frequente. Caminhos mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir, vez em quando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito em voz baixa 'te amo tanto, dorme com os anjos'. Mas, depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. 'Clack', como se fosse verdade, um beijo.
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_Acho uma carta linda de se ler!
Ainda mais nesses dias em que me encontro assim,
tão entendedora e sentidora das palavras desse moço.
Ana'Mar...
Era uma vez, Ana e o Mar... ou Mar e Ana se assim preferir.
Ana era uma menina ímpar, pele clara com uma tonalidade de porcelana, longos cabelos lisos com cachos castanhos nas pontas, olhos de jabuticaba. Era uma moça dessas que são dadas à delicadezas, transformava tudo que via em coisas bonitas. Tinha por costume aproveitar os carinhos do mundo, os quatro elementos de tudo. Todas as manhãs ia ao encontro do mar, molhava os pés na primeira onda e se entregava ao vento. E o mar... o mar, não há como descrever. Uma imensidão de beleza azul, que por sua vez, apaixonado pela menina, fazia questão de entregar pra ela as conchas mais belas, tesouros de barcos e suas velas. Ele a abençoava com ondas cada vez mais altas - um modo de se exibir, como se precisasse disso pra encantar a menina Ana do Mar - e quando ela entrava n'água o sorriso do mar drugada se estendia contagiando o resto do mundo.
Era loucura uma história de amor assim... ouvia-se aos quatro cantos: - Onde já se viu, o mar apaixonado por uma menina? Por que que o mar não se apaixona por uma lagoa? - Esses eram questionamentos de incrédulos na magia que o amor transborda. Ora... que bobos são... eu pergunto, então: -Quem já conseguiu dominar esse bichinho do amor? O fato é, que a gente nunca sabe de quem vai gostar, o amor é bem assim, pregador de peças, danado e brincalhão. Mas, quando é amor de verdade, por mais impossível que pareça, se torna possível com uma ajudinha do universo (o universo conspira)... até o sol dava aquele 'empurrãozinho', vinha e avisava que de noite seria lua pra poder iluminar Ana, o Mar e o Céu que era testemunha dessa história, e os barcos com suas rotas, as conchas iam pelo mundo, avisando desse novo amor... Ana e o Mar.
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Essa é uma daquelas histórias que as mamães nos contam na cama, antes da gente dormir.
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*porque o 'diadoprato' está chegando.
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*Como dizia Fernando Pessoa, ' toda carta de amor é ridícula, se não for ridícula não é carta de amor ', então... aqui vai uma canção ridícula, justamente porque fala de amor, MareAna:
Página 366 do livro de 365 páginas
Concluo. Acabaram as linhas, não seria muito justo apagar o que passou, o que há para se fazer é esperar de braços e coração abertos, o que virá. São etapas. Começa uma nova, e não me arrependo da que encerrei.
Junto com o ano que se renova, me renovo também, o seguindo, por assim dizer. Esse vai ser um ano corrido, suado, e LINDO(anseio que seja), não só pra mim, mas para todos que acreditam mais e mais a cada dia, porque é a fé/esperança que faz com que as coisas aconteçam, acredito. E quero que essa sensação de alívio pelo 2010 que passou, e coração cheio, pelo 2011 que chegou, me acompanhe pela soma dos dias próximos. Não quero pedir em demasia, não por enquanto, o que tiver que ser, será, e o que tiver que vir, virá, sem pressa, bem clichê mesmo... tenho um ano toda pela frente e mais 365 páginas para escrever e desenhar, me proponho a não rabiscar umazinha sequer. Acredito em mim, acredito que posso fazer isso, e porque acredito, posso!
Não desisto, e continuo em frente, sobretudo, apostando(e alto, por que não?!) em novas descobertas. É que lembro agora, na página 366, que errar, e ter medo, pode ser doído pra caramba, mas também é lindo, também faz parte, faz crescer. E é isso que é bom, o resultado que é obtido depois da beleza insuportável da coisa inteiramente viva.
Ando inexplicavelmente feliz! De verdade. Feliz de uma maneira não tão convencional – inside out - mas, feliz. Acordei pensando que Felicidade não seja mesmo algo tão convencional, vai saber... Essa senhora é tão danada, gosta de correr solta pelos campos e estar por perto ao mesmo tempo. Senhora essa de uma natureza in_vejável, eu diria. Mas, isso não vem ao caso agora, quem sabe mais tarde, ou em outra página, em outro capítulo. O assunto agora é o fim do livro e início de outro que já prefaciei, os agradecimentos e dedicatórias, escrevo todos os dias, junto com as novas páginas cheinhas de ciclos e histórias, que em algumas laudas vão estar mais semelhantes à estórias e isso vai ser tão legal, sempre em frente, sem tempo a perder.
* E sigo...
Já perdi amores , amigas , meus cachorros , minha familia , e por mais que dóa perder alguém , temos que seguir em frente , ou pelo menos tentar , mesmo caindo uma ou duas vezes , ou a minha vida toda , vou continuar tentando . Costumo utimamente me lembrar não do passado , mais sim da felicidade que passou batida , passou com a simplicidade da vida , passou , tudo passa . Ando pelas ruas e vejo determinado sentimento nas pessoas : Felicidade , engraçado olho pra mim e a unica coisa que eu consigo enxergar a triteza , eu não estou feliz , mais vivo repitindo que tenho necessidade em ser feliz , tenho necessidade de amor de verdade sem capinhas , mascaraszinhas , contradiçõeszinhas e essas paradas ai , comigo tem que ser assim , ou você tá comigo ou pode ir embora , ou você é minha ou você é dele .
SINTO FALTA !
Sinto falta de meus pais juntos aqui comigo , sinto falta de não amar ninguém , sinto falta dos meus amigos de infância , sinto falta de fazer as pessoas sorrirem com minhas brincadeiras e não com minhas idiotices , sinto falta da minha familia unida e feliz , sinto falta da minha inocência pras coisas , sinto falta de dizer a verdade na hora certa , sinto falta da felicidade , sinto falta da verdade , sinto falta de quando o dever de casa apenas era pintar & bordar , sinto falta dos esportes que parei de praticar por preconceito , sinto falta de ir à igreja por vovntade própria , sinto falta das pessoas que morreram ou que por algum motivo sumiram da minha vida apesar de um dia terem jurado nunca me abandonar , sinto falta de ouvir um '' eu te amo '' de verdade , sinto falta de quando o mundo era bom não que hoje ainda não seja , mais já foi melhor so que é hoje , sinto falta de quem eu era , sinto falta do meu cabelo , sinto falta de não ligar pro que as pessoas dizerm , sinto falta dela sem a máscara que hoje vive estampada em sua face , sinto falta de cada festa de aniversario , sinto falta da minha casa , sinto falta de todos meus animais de estimação , sinto uma enorme falta aqui dentro do meu peito .
sábado, 26 de março de 2011
Exageradooo...
" Eu causo nas pessoas um certo tipo de enjoo com meu jeito, com minha carência, com minha ânsia por atenção. Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida, e sinceramente... não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. Talvez esse seja meu pior defeito !! "
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(Cazuza)
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Você já teve a impressão de que alguém roubou seus pensamentos?! oO'
Você já teve a impressão de que alguém pensa como você?! 'Oo
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Eu já !! oo'
Porque eu acho lindo...
' - Adeus - disse para a flor.
Mas, ela não lhe respondeu.
- Adeus - repetiu o principezinho. A flor tossiu. Mas, não era por causa da constipação.
- Fui muito parva - acabou finalmente por dizer. - Desculpa. Vê se consegues ser feliz.
Ficou espantado por ela não se pôr com recriminações. E para ali se deixou ficar, totalmente desconcertado, de redoma no ar.
Não conseguia compreender aquela mansidão, aquela calma.
- Por que estás tão admirado? É evidente que te amo - disse a flor. -Nunca soubeste, por culpa minha. Mas isso, agora, já não tem qualquer importância. Olha que tu também foste tão parvo como eu. Agora vê lá se consegues ser feliz... e deixa essa redoma em paz. Já não a quero.
- E o vento?
- Não estou constipada com isso... o fresco da noite há de fazer-me bem. Sou uma flor!
- E os bichos?
E mais uma vez exibia ingenuamente os seus quatro espinhos. Depois, ainda disse:
- Não fiques para aqui empatar, que me irritas! Não te resolveste ir embora? Pois, então vais!...
Porque ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor tão orgulhosa. ' (...)
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Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe (porque sou apaixonada por essa história)
Aah... os bons ventos...
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Sempre trazendo boas notícias !!...
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" bons ventos para nós, para assim sempre soprar sobre nós " .
(O mágico Teatro Mágico)
Dos dias 'unos'...
" Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra faz força. Amor vem de amor. Vem de mãos estendidas. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra. É delicadeza viva forte violenta. "
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(Guimarães Rosa)
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Porque o amor faz a gente se lembrar de celebrar datas*
1'3"
Dos conselhos...
... se um dia
as lágrimas encharcarem teus olhos de estrela*,
deixe o vento secá-los num varal iluminado...
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porque o vento leva o que trouxe um dia !!
Essa sou eu, mais uma vez com pensamentos borbulhantes e bagunçados... tudo culpa da paranóia delirante que é minha mania de observar pessoas e suas atitudes e refletir sobre o que vejo. É um exercício diário, mas há dias em que a percepção parece estar mais aguçada e os pensamentos correm soltos. Danadinhos que são, passam o dia inteiro farfalhando. Questionam, justificam, teorizam, pressupõem, traduzem, deduzem, ou misturam tudo. Saltitantes, ficam implorando pra sair de dentro de casa e dar um passeio entre laudas de papel e tintas de canetas, é engraçado, às vezes perturbador, mas bem engraçado. Encantador, eu diria. São tantos pensamentos sem sentido, que de tão sentidos fazem por merecer ser citados aqui. E hoje, sinto como se meu corpo não suportasse o ritmo frenético dos porquês exacerbados na minha cabeça, e por isso há que se escrever mesmo que eu fale sem falar, se é que isso é permitido.
Esquisito, né?!...
Devo ser mesmo dessas moças dadas à esquisitices. E isso deve ser mesmo coisa de gente esquisita. E eu, esquisita, como toda gente esquisita, reajo de forma esquisita à coisas esquisitas. Ora... onde já se viu passar dias e dias com pensamentoslagarta aspirantes à pensamentosborboleta na cabeça e adorar a sensação?!
“Eu tenho o pé no chão,
mas a cabeça, gosto de avoe”
*[O Rappa]
Quanta mudança alcança o nosso ser(♪)
De estação, de situação, de posição (...)
Momento certo pra deixar de lado as coisas que não nos ajudam a crescer.
Acho isso um ENCANTO, essa coisa de ver o que virá...
Fico assim...
Com um pé (acho que único) no chão.
Com as mãos (as duas) no céu!*
Poesia Perdida

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Há dias em que perco a poesia. E esses dias são carregados de lembranças em sombras. Pudesse esquecer esses fantasmas e bossas velhas quando eu bem entendesse. Fica escuro e difícil de enxergar a prosa desfeita em proeza. Sufoco, submergindo o gerúndio dos pensamentos lutando pra que tudo fique calmo. Perco a finalização dos prefixos.
Onde anda a sanidade? Seguindo uma escala decrescente dela, penso que a gramática me fez página virada das coesões da vida. Coerências lógicas não encontro e nem sei mais se, de fato, existem. Às vezes fica difícil enxergar, é tão turvo. Busco limites de insanidade confortantes, se encontro, permaneço. Penso em saídas e bons esconderijos para guardar as más lembranças até que encham de poeira e não sirvam mais pra nada, muito menos para sentir doer. É como, por um instante, perder a prática de conjugar o verbo viver. Tal qual poema inacabado.
Ando meio sem destinatário... sanidade é algo que perdi de vista. Voou do varal numa noite qualquer. Aquele mesmo varal onde pendurei minhas peças de lucidez. Nem vi. Venta muito por aqui!...
*
quinta-feira, 24 de março de 2011
Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
IVETE SANGALO
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
IVETE SANGALO
Ciúmes pra mim é quando você vê a pessoa que você ama com dengo com outra pessoa , ai te bate um odio que vai subindo e faz você chorar , gritar , pular & bater as pernas , os dentes , a porra toda . No meu caso acontece assim mesmo , só que eu não faço isso na frente dá pessoa pra não dá gostinho , eu não sou tão idiota assim , eu odeio demonstrar ciúmes .
LAÍSA LAGE ,
.
nossα αmizαde é α mαis lindα que existe
nuuncα pαssαmos mαis de um diiα brigαdαs
sααbe poorque? Poorque nos αmαmos, e não conseguimos
ficαr longe umα dα outrα nem por um diiα…
Sem você não sei o que fαriiα dα minhα vidα !
A nossα αmizαde seguirá sempre firme&forte,
αpesαr dαs bαrreirαs que α viidα nos impõe .
Lalai , te amo muito conte sempre comigo , sua forever alone k* !
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nossα αmizαde é α mαis lindα que existe
nuuncα pαssαmos mαis de um diiα brigαdαs
sααbe poorque? Poorque nos αmαmos, e não conseguimos
ficαr longe umα dα outrα nem por um diiα…
Sem você não sei o que fαriiα dα minhα vidα !
A nossα αmizαde seguirá sempre firme&forte,
αpesαr dαs bαrreirαs que α viidα nos impõe .
Lalai , te amo muito conte sempre comigo , sua forever alone k* !
Alguns dias vem com chuva, outros vem com sol, e a gente fica assim... no meio da chuva, no meio do sol. O barato é se deixar levar pela vida, pelos altos e baixos do tempo, pelo ir e vir dos acontecimentos, pelo balanço das horas. Se deixar levar sem resistência, tentando extrair de cada momento, algo bom. Fazendo com que a beleza e a harmonia sejam preservadas através da paciência.
Porque a banda nem sempre toca aquela canção que a gente quer ouvir, mas como são belas todas as canções, acredito que deve-se dançar no ritmo que tocar. Tem dia que já está tudo programado pra pegar aquela prainha, aí amanhece com a maior chuva... não adianta choro nem vela, o jeito é pegar um cineminha, dormir na caminha, ou sair pra tomar banho de mar com chuva e tudo. Outras vezes, os desafios são maiores, e a gente erra, ou se machuca, ou dá de cara com o indesejado. Acontece com todo mundo, todos os dias. A diferença reside no abraço que somos capazes de dar ao que não queremos. Ao que nos causa dor. Incômodo. Tristeza. Temos a luz, mas temos a sombra interna. Somos um todo nesse encontro, por fora e por dentro, principalmente nas imperfeições, nossas e da vida.
Imprevistos, atrasos, discordâncias, estatística. As energias são danadas, estão o tempo todo provocando o imprevisível, talvez, pra nos mostrar a nossa força, a nossa capacidade de adaptação, de improviso, de vocação pra ser feliz. Levantar a cabeça ajuda a encontrar as ideias certas, e sacudir a poeira nos faz dar a volta, nem sempre por cima, mas com CORAGEM, que é a palavrinha que tem me salvado desses dias feios que insistem em me perseguir.
Porque C O R A G E M tem que estar, sempre, no café da manhã!! (;
Passo o dia arquitetando planos de tarefas para preencher o balanço das horas. No trabalho, tento cumprir uma agenda minuciosamente preparada. Nas horas livres tento distrair os pensamentos um tanto nostálgicos. Mas, hoje... hoje as coisas parecem um tanto mais complicadas. Ainda faltam muitas horas para o fim do dia e as tarefas parecem pequenas. Poucas coisas ocupam o tempo. Poucas coisas (ou nenhuma delas) distrai a soma das horas e aquela querência insistente. Leio um novo livro de contos no quintal, junto com os passarinhos e tento acreditar que eles são uma ótima companhia. Tento compassar o ritmo. Penso em tatuar nas costas uma flor dente-de-leão se espalhando com o vento, pra que fique leve, mas é uma ideia provisória. Tenho que desligar a ‘Bossa Velha’ de mim. Essa é a urgência. É que nesse interior, poucas coisas parecem ainda vivas. Antes de chover, já floresceu e os espinhos continuam aos montes. É preciso esperteza pra viver aqui. Às vezes dá dor de cabeça!
Vou ligar pro 24 horas da farmácia e pedir uma pinga. Com limão!...
*
HEYLOVE$
Eu sou insuportável, tenho essa aparência de pessoa calma, mas no fundo todo mundo que me conhece já se estressou comigo pelo menos uma vez. Eu não consigo ficar quieta, tenho o dom de só falar besteira, de querer vez as pessoas sorrindo e acabar fazendo as gritar.
HEEEEY !
Hey, garoto que estiver lendo isso, se você ama alguma garota, conte à ela, porque ela vai se sentir especial pra caralho. Hey, garoto, eu me orgulho de você.
Cry and Live.
Cry and Live.
quarta-feira, 23 de março de 2011
" Eu sou uma sanfona de esperança.(só preciso me lembrar disso todos os dias)
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Tenho 'olho grande' para o pequeno, talvez por gostar das coisas simples de uma vida comum (e eu nem acredito que ela seja tão comum assim). Gosto das histórias pequenas, porque dentro da minha cabeça elas se tornam gigantes. Tento manter um horizonte por dentro como defesa. Acho mesmo que devemos fazer o exercício de nos esvaziarmos pra esticarmos a linha do outro, porque limpos, somos mais capazes de escutar, com todos os sentidos, o mundo do vizinho.
Gosto da conversa depois de um dia de trabalho para ouvir risada e fazer poesia da vida, horas simples em que o tempo para. Gosto de acordar a cada dia, e mesmo cheia de peso nas costas ter um riso no rosto, como uma forma de não cair num abismo qualquer. Gosto de ver na noite o que não achei durante o dia. Gosto de acreditar que a lua tem um controle remoto do tempo, e que ela conta os passos pros encontros. Gosto de dividir a vida com quem passa por mim.
É um tempo difícil... e tenho visto nesses dias, um mundo bem feio e triste, não tenho tido muitos sorrisos para distribuir por aí. Acho que o momento tá ruim e não é só pra mim. "A crise tá maus, hein?!", como diria aquele Renato, o Russo... mas, tenho procurado lembrar de que tudo isso serve pra me deixar mais forte, a vida tá aí com um punhado de surpresas, e eu sei que sou uma 'sortuda' (lá no fundo eu sei disso), tenho sorte por ter conhecido amigos como os meus, sorte por abraçar minha irmã, sorte por ter nascido, sorte por continuar aqui, e mais um monte de sortes que no fim das contas me deixam um pouquinho mais animada, nesses dias difíceis.
Não quero me preocupar com bobagens. Quero é procurar o que me faz feliz. Porque o tempo passa muito rápido. Há muitas coisas nessa vida das quais eu não gosto, mas com certeza a que mais desgosto é que ela é curta demais, porque estamos aqui para sermos felizes, darmos amor em troca de nada e mesmo assim recebê-lo de volta. Isso é estar presente no presente. Criar sentido, se arriscando no estar presente. Ainda que nada ganhe. Ainda que doa. Ter força e coragem de seguir, sobretudo em frente.


Do que espero ...
Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca.
_sempre ele, Caio F.
Espero que passe logo!*
Estou pensando em manter os cabelos curtos, aboli a ideia de deixá-los crescer, demora e dá muito trabalho e eu ando cansada de tanto esperar. Penso que as coisas vêm mudando a cada instante, e não me agrada tanto assim, tal situação. Tenho querido voltar a malhar, mas meu corpo dói só de em pensar em músculos e cada vez me sinto mais sedentária. Fiquei sabendo que preciso formatar o computador e penso que vai ser bom para minha vontade de me desfazer de certas coisas. Pensei em reconstruir fotografias, escrever novos textos e reinventar melodias. Vou pintar meu quarto, e até já falei sobre isso, pensei em mudar a cor, mas acho que vou permanecer com o cinza, já me habituei, além do mais acho uma cor linda e inerte. Pensei em parar de frequentar bares baratos, estou bebendo mais em casa (na minha, ou na dos meus amigos), os banheiros são mais confortáveis por lá... Busquei novas receitas, como havia planejado, aprendi a fazer novos molhos e cockies daqueles bem bonitinhos, quero testá-los logo. Voltei a ler psicanálise e teorias científicas que tentam explicar a origem das coisas, acho bonita a imaginação e ideias mirabolantes dos cientistas. Doei boa parte do meu guarda-roupa, eu precisava de espaço, então pratiquei desapego, arregacei as mangas e percebi que eu guardava muito mais do que o que eu precisava. Descobri que escrever é muito bom pra quem pouco gosta de falar. Tenho pensado muito nas minhas amigas e em nossas atuais situações e tenho compreendido que os dias têm sido mais leves, aprendi com a moça que não se arrepende que “bem sabemos como carregar sacos de pedra como se fossem braçadas de girassol”, e assim, continuamos. Vou continuar a assistir Aline e dar umas boas risadas. Quanto àquela viagem... estou planejando... vou reencontrar instantes especiais.
Tenho permanecido mais em silêncio e gritado mais alto.
Interessei-me pelos sonhos, e tenho trilhado caminhos...*
E os dias passam e tudo permanece. Me dei conta numa epifania de atitudes, que é bem possível enxergar as coisas antigas sob uma óptica renovada. Há que se treinar e se esforçar, é duro, confesso. Mas, estou me saindo bem nas tentativas diárias de usar cores bonitas para enfeitar o balanço das horas, às vezes tropeço, mas sigo enfrent_ando e color_indo, dando voltas nas voltas e girando com a vida.
Estou me guardando para quando o carnaval chegar e ouvindo os ‘Ssss’ do Chico, enquanto isso. Ando me preocupando menos com essas coisas sem rumo. Juntei mais cartas, mas AINDA não estou pronta para um Royal Straight Flush, não sei muito bem como utilizar o blefe. Estou respeitando o tempo e forjando paciência, respirando fundo e pegando fôlego para mergulhar novamente no asfalto. Sou mais forte do que pode não parecer. Eu vou ficar aqui até o meu próximo segundo chegar e quando chegar, novamente o deixarei ir. E vou... continua_ando!
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