Essa sou eu, mais uma vez com pensamentos borbulhantes e bagunçados... tudo culpa da paranóia delirante que é minha mania de observar pessoas e suas atitudes e refletir sobre o que vejo. É um exercício diário, mas há dias em que a percepção parece estar mais aguçada e os pensamentos correm soltos. Danadinhos que são, passam o dia inteiro farfalhando. Questionam, justificam, teorizam, pressupõem, traduzem, deduzem, ou misturam tudo. Saltitantes, ficam implorando pra sair de dentro de casa e dar um passeio entre laudas de papel e tintas de canetas, é engraçado, às vezes perturbador, mas bem engraçado. Encantador, eu diria. São tantos pensamentos sem sentido, que de tão sentidos fazem por merecer ser citados aqui. E hoje, sinto como se meu corpo não suportasse o ritmo frenético dos porquês exacerbados na minha cabeça, e por isso há que se escrever mesmo que eu fale sem falar, se é que isso é permitido.
Esquisito, né?!...
Devo ser mesmo dessas moças dadas à esquisitices. E isso deve ser mesmo coisa de gente esquisita. E eu, esquisita, como toda gente esquisita, reajo de forma esquisita à coisas esquisitas. Ora... onde já se viu passar dias e dias com pensamentoslagarta aspirantes à pensamentosborboleta na cabeça e adorar a sensação?!
“Eu tenho o pé no chão,
mas a cabeça, gosto de avoe”
*[O Rappa]
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