domingo, 27 de março de 2011

Ana'Mar...

Era uma vez, Ana e o Mar... ou Mar e Ana se assim preferir.
Ana era uma menina ímpar, pele clara com uma tonalidade de porcelana, longos cabelos lisos com cachos castanhos nas pontas, olhos de jabuticaba. Era uma moça dessas que são dadas à delicadezas, transformava tudo que via em coisas bonitas. Tinha por costume aproveitar os carinhos do mundo, os quatro elementos de tudo. Todas as manhãs ia ao encontro do mar, molhava os pés na primeira onda e se entregava ao vento. E o mar... o mar, não há como descrever. Uma imensidão de beleza azul, que por sua vez, apaixonado pela menina, fazia questão de entregar pra ela as conchas mais belas, tesouros de barcos e suas velas. Ele a abençoava com ondas cada vez mais altas - um modo de se exibir, como se precisasse disso pra encantar a menina Ana do Mar - e quando ela entrava n'água o sorriso do mar drugada se estendia contagiando o resto do mundo.
Era loucura uma história de amor assim... ouvia-se aos quatro cantos: - Onde já se viu, o mar apaixonado por uma menina? Por que que o mar não se apaixona por uma lagoa? - Esses eram questionamentos de incrédulos na magia que o amor transborda. Ora... que bobos são... eu pergunto, então: -Quem já conseguiu dominar esse bichinho do amor? O fato é, que a gente nunca sabe de quem vai gostar, o amor é bem assim, pregador de peças, danado e brincalhão. Mas, quando é amor de verdade, por mais impossível que pareça, se torna possível com uma ajudinha do universo (o universo conspira)... até o sol dava aquele 'empurrãozinho', vinha e avisava que de noite seria lua pra poder iluminar Ana, o Mar e o Céu que era testemunha dessa história, e os barcos com suas rotas, as conchas iam pelo mundo, avisando desse novo amor... Ana e o Mar.
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Essa é uma daquelas histórias que as mamães nos contam na cama, antes da gente dormir.
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*porque o 'diadoprato' está chegando.
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*Como dizia Fernando Pessoa, ' toda carta de amor é ridícula, se não for ridícula não é carta de amor ', então... aqui vai uma canção ridícula, justamente porque fala de amor, MareAna
 
 

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