Alguns dias vem com chuva, outros vem com sol, e a gente fica assim... no meio da chuva, no meio do sol. O barato é se deixar levar pela vida, pelos altos e baixos do tempo, pelo ir e vir dos acontecimentos, pelo balanço das horas. Se deixar levar sem resistência, tentando extrair de cada momento, algo bom. Fazendo com que a beleza e a harmonia sejam preservadas através da paciência.
Porque a banda nem sempre toca aquela canção que a gente quer ouvir, mas como são belas todas as canções, acredito que deve-se dançar no ritmo que tocar. Tem dia que já está tudo programado pra pegar aquela prainha, aí amanhece com a maior chuva... não adianta choro nem vela, o jeito é pegar um cineminha, dormir na caminha, ou sair pra tomar banho de mar com chuva e tudo. Outras vezes, os desafios são maiores, e a gente erra, ou se machuca, ou dá de cara com o indesejado. Acontece com todo mundo, todos os dias. A diferença reside no abraço que somos capazes de dar ao que não queremos. Ao que nos causa dor. Incômodo. Tristeza. Temos a luz, mas temos a sombra interna. Somos um todo nesse encontro, por fora e por dentro, principalmente nas imperfeições, nossas e da vida.
Imprevistos, atrasos, discordâncias, estatística. As energias são danadas, estão o tempo todo provocando o imprevisível, talvez, pra nos mostrar a nossa força, a nossa capacidade de adaptação, de improviso, de vocação pra ser feliz. Levantar a cabeça ajuda a encontrar as ideias certas, e sacudir a poeira nos faz dar a volta, nem sempre por cima, mas com CORAGEM, que é a palavrinha que tem me salvado desses dias feios que insistem em me perseguir.
Porque C O R A G E M tem que estar, sempre, no café da manhã!! (;
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