domingo, 27 de março de 2011

E foi assim... mais uma noite de esquecimentos e outro longo filme sobre esperas. Na trama, esperar valia à pena. Mas aqui, onde temos que sobreviver por nós mesmos e não tem nenhum diretor indicando o caminho correto, o melhor ângulo, ou melhor posição para o enquadramento perfeito, esperar tanto talvez não valha pena alguma, nem mesmo a alma gigante do poeta.
Ando carente de magia em tempos de constantes solavancos como esses, já falei demais sobre isso. É como se ela tivesse se findado, ou me dado uma trégua. Na falta do som das palavras, me restam as linhas que aqui traço muito mal. Letras de quem espera, não por querência, mas por condição. E isso... tenho que admitir. É uma droga! Porque há um preço a pagar. Mesmo que eu não tenha pedido a conta, há um preço a pagar. E o preço, ah! o preço. É sempre caro demais, não vale à pena. Independente do tamanho da alma do poeta, não vale à pena. É o que todos descobrem por entre linhas tortas.



Respirei bem fundo, era o que me restava, depois de ler em letras claras:
eles não eram um casal, tava mais pra um ciclo vicioso

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